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Educação

02/04/2020 10:57 OlharDireto

Deputados acusam governador de agir com desrespeito por não renovar contrato e não pagar professores

Os deputados Lúdio Cabral (PT), Thiago Silva (MDB) e Eduardo Botelho (DEM) fizeram sustentação oral, durante o pequeno expediente da sessão vespertina desta quarta-feira (1) contra o Governo do Estado, solicitando que o chefe do Executivo não mande embora ou pague os salários dos professores interinos do estado.

Segundo a denúncia levantada pelo deputado petista, são mais de 6 mil profissionais que estão sem receber desde dezembro. Lúdio diz que o próprio governador disse que não iria renovar esses contratos devido aos problemas financeiros que o Estado atravessa. 

"A situação é totalmente desrespeitosa. A Seduc disse que só teriam esse contrato renovado após a pandemia acabar. São mais de 6 mil família sem salário e em estado de desemparo. O governador precisa renovar esses contratos e pagar os profissionais porque os professores não estão trabalhando porque não querem, mas sim porque cumprem o isolamento social. Nesse momento, a visão do Governo é estreita e desumana. Tem professor passando por necessidades devido esse não pagamento", disse o deputado durante a sessão.

O deputado Thiago Silva disse que, junto com a Comissão de Educação, irá até o governador Mauro Mendes para saber o que de fato se passa nesse sentido. "Vamos tentar resolver sim. Mas precisamos saber a situação. Vamos lá no Palácio junto com a Comissão e pedir que o governador dê uma resposta  a esses profissionais", ponderou.

O também petista, deputado Valdir Barranco, pede ajuda ao presidente Eduardo Botelho para que possam dialogar com o governador sobre essa situação. "Na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso já estamos na luta em defesa dos professores contratados pela rede estadual e contamos com o apoio do presidente da Casa, deputado Botelho. Governador, não é hora de rescindir contratos", disse Barranco. 

Já o presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho, usou palavras duras e disse que está muito irritado com o governador devido essa saída de não pagar ou não renovar o salário dos profissionais.


"É muito desrespeitoso isso tudo. Vou de perto falar com o governador para saber que negócio que está acontecendo. Sou totalmente contra o Mauro Mendes, nesse período de pandemia, com toda essa situação de calamidade, romper contrato com os profissionais da Educação. Sou contra isso e eu vou bater duro em cima disso. E digo mais, se o Governo fizer isso não pode exigir mais nada de ninguém. Ele está dando autoridade para demitir e depois recontratar. Eu estou até irritado só de saber disso. E eu não gosto de ficar irritado, mas tem cada coisa que tira a gente do sério", completou o deputado. 

Veja abaixo o posicionamento oficial da Seduc:

Em virtude do reordenamento escolar e do grande número de professores efetivos remanescentes, o processo de atribuição de aulas dos servidores efetivos para o 2º calendário letivo de 2020 ainda não foi concluído. Assim, considerando que o início das atividades desse calendário previsto para iniciar-se em 23/03/2020 foi suspenso em decorrência dos Decretos Governamentais nº. 407 de 16 de março de 2020 e nº. 432 de 31 de março de 2020, a Secretaria de Estado de Educação não possui amparo legal para a realização de contratação temporária por ausência de fato gerador que consiste no exercício imediato das atividades laborais do contratado em sala de aula.


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